O que é ereção? De forma simples, a ereção é um processo no qual o pênis aumenta de volume e rigidez principalmente porque uma quantidade maior de sangue entra nos corpos cavernosos e permanece temporariamente retida nessa região.
Entretanto, o processo é bem mais sofisticado do que simplesmente “o sangue subir para o pênis”.
Para que uma ereção aconteça, cérebro, nervos, vasos sanguíneos e tecidos do pênis precisam trabalhar de forma coordenada. Além disso, fatores hormonais e emocionais podem influenciar a resposta sexual.
O National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases, ligado aos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, explica que o cérebro pode iniciar uma ereção enviando sinais nervosos ao pênis quando identifica um estímulo sexual.
Depois, os músculos presentes nos corpos cavernosos relaxam. Como consequência, as artérias conseguem levar mais sangue para o interior do pênis e o retorno desse sangue pelas veias diminui temporariamente.
É essa combinação que permite alcançar rigidez.
Por isso, alterações na circulação, nos nervos ou em alguns hormônios podem interferir na ereção. Da mesma forma, ansiedade, estresse e outros fatores emocionais também podem participar.
Na área de saúde do homem do Dr. Thiago Cusin, em Bento Gonçalves, a disfunção erétil está entre as condições avaliadas em andrologia, justamente porque dificuldade persistente de ereção pode ter diferentes causas.
Neste artigo, você vai entender o que é ereção, como o sangue fica retido no pênis, qual é a participação do cérebro e da testosterona e quando uma mudança no padrão de ereções merece avaliação médica.
Como funciona a anatomia envolvida na ereção?
O pênis possui estruturas importantes para o mecanismo erétil.
Entre elas estão dois corpos cavernosos, que percorrem grande parte do órgão, além do corpo esponjoso, que envolve a uretra e forma a glande em sua extremidade.
Os corpos cavernosos possuem espaços capazes de receber grande quantidade de sangue.
Além disso, artérias levam sangue para essas estruturas enquanto veias realizam a drenagem.
Durante o estado flácido, existe equilíbrio entre entrada e saída de sangue.
Entretanto, quando ocorre estimulação adequada, esse equilíbrio muda temporariamente.
Por isso, entender a circulação ajuda a compreender por que doenças cardiovasculares também podem interferir na função sexual.
O que é ereção do ponto de vista da circulação?
Do ponto de vista vascular, a ereção depende de aumento importante do fluxo sanguíneo para os corpos cavernosos.
Primeiramente, sinais nervosos promovem relaxamento da musculatura lisa presente nos tecidos e vasos penianos.
Como consequência, as artérias se dilatam e permitem uma entrada maior de sangue.
À medida que os corpos cavernosos se expandem, ocorre também compressão das vias responsáveis pela drenagem venosa.
Assim, o sangue entra com facilidade, porém sai de forma reduzida durante determinado período.
Esse mecanismo ajuda a manter a rigidez até que o estímulo diminua e o fluxo volte gradualmente ao estado basal.
Qual é a função do cérebro na ereção?
O cérebro participa intensamente da resposta sexual.
Imagens, pensamentos, estímulos táteis, cheiros, memórias e situações emocionais podem iniciar ou modificar a excitação.
Quando o cérebro interpreta um estímulo como sexualmente relevante, envia sinais por vias nervosas até a região genital.
Além disso, o cérebro também pode atuar no sentido oposto.
Medo, ansiedade intensa, preocupação com desempenho ou distração podem dificultar a resposta mesmo quando vasos e nervos estão estruturalmente saudáveis.
Por isso, uma ereção não funciona como um interruptor que o homem consegue simplesmente ligar pela força de vontade.
Ela depende de uma interação entre sistema nervoso, circulação e contexto emocional.
O sistema nervoso participa da ereção?
Sim. Os nervos transportam as informações que conectam cérebro, medula e estruturas penianas.
Durante a excitação, ocorre ativação de vias autonômicas que favorecem o relaxamento dos tecidos eréteis.
Um dos mediadores envolvidos nesse processo é o óxido nítrico.
Essa molécula participa da sinalização que leva ao relaxamento da musculatura lisa e à dilatação dos vasos.
Por isso, doenças ou cirurgias que comprometem determinadas vias nervosas podem alterar a função erétil.
Diabetes, doenças neurológicas, trauma medular e cirurgias pélvicas estão entre os contextos que podem interferir no mecanismo.
Por que o sangue fica preso no pênis durante a ereção?
O sangue não fica literalmente preso, mas seu retorno diminui temporariamente.
À medida que os corpos cavernosos recebem sangue e aumentam de volume, estruturas venosas são comprimidas.
Isso reduz a drenagem e ajuda a manter a pressão dentro dos tecidos eréteis.
Como consequência, o pênis torna-se mais rígido.
Quando o estímulo termina, a musculatura volta ao estado anterior, o fluxo arterial diminui e as veias voltam a drenar o sangue normalmente.
Por isso, entrada arterial e controle do retorno venoso precisam funcionar de maneira coordenada.
O que é uma ereção normal?
Não existe um padrão único de duração, frequência ou rigidez que sirva para todos os homens.
Além disso, variações ocasionais são comuns.
Cansaço, consumo de álcool, ansiedade, pouco sono, preocupação e falta de estímulo adequado podem interferir temporariamente.
Por isso, não conseguir uma ereção em uma situação isolada não significa automaticamente que existe disfunção erétil.
O que merece atenção é uma dificuldade persistente ou recorrente para obter ou manter rigidez suficiente para uma atividade sexual satisfatória.
O que é ereção matinal?
A ereção matinal é aquela percebida ao acordar.
Entretanto, ela não necessariamente começou naquele momento.
Durante o sono, principalmente em determinadas fases, podem ocorrer ereções espontâneas relacionadas à atividade normal do sistema nervoso.
Por isso, homens podem apresentar várias ereções durante a noite sem perceber.
A presença de ereções noturnas ou matinais pode fornecer informações durante a investigação de determinadas queixas de disfunção erétil.
Entretanto, sua ausência ocasional não deve ser usada isoladamente para diagnosticar um problema.
Por que existe ereção durante o sono?
O organismo continua apresentando atividade neurológica durante o sono.
Em determinadas fases, principalmente durante o sono REM, mecanismos do sistema nervoso podem favorecer ereções espontâneas.
Essas ereções não dependem necessariamente de sonhos eróticos.
Além disso, a frequência pode variar com idade, qualidade do sono, medicamentos e condições de saúde.
Por isso, a avaliação de ereções noturnas pode ser utilizada em situações específicas para compreender melhor a função erétil.
Qual é a diferença entre ereção e libido?
Libido significa desejo sexual.
Já a ereção é uma resposta física que depende principalmente de mecanismos neurológicos e vasculares.
As duas coisas podem estar relacionadas, porém não são iguais.
Um homem pode apresentar desejo sexual e ainda assim ter dificuldade para alcançar rigidez adequada.
Da mesma forma, podem ocorrer ereções espontâneas sem que exista naquele momento um desejo sexual consciente.
O Dr. Thiago Cusin explica em seu conteúdo sobre testosterona justamente que libido e ereção possuem mecanismos relacionados, porém diferentes.
A testosterona é responsável pela ereção?
A testosterona possui papel importante na saúde sexual masculina, principalmente sobre desejo sexual e diferentes aspectos da função sexual.
Entretanto, uma ereção não depende apenas da quantidade de testosterona no sangue.
A rigidez exige circulação adequada, nervos funcionantes e resposta dos tecidos cavernosos.
Por isso, um homem pode apresentar testosterona normal e ainda ter disfunção erétil por uma causa vascular ou neurológica.
Da mesma forma, deficiência hormonal pode participar do quadro em determinados pacientes.
Assim, simplesmente medir testosterona não explica todos os casos de dificuldade de ereção.
Qual é a diferença entre ereção, orgasmo e ejaculação?
Esses processos podem ocorrer em sequência durante uma relação sexual, porém não são sinônimos.
A ereção representa principalmente o aumento de rigidez do pênis.
O orgasmo corresponde à experiência neurológica e sensorial associada ao clímax sexual.
Já a ejaculação consiste na expulsão do sêmen pela uretra.
Embora frequentemente aconteçam próximos, os mecanismos não são idênticos.
Por isso, alterações de ereção, ejaculação e orgasmo precisam ser diferenciadas durante uma consulta.
Um homem pode, por exemplo, apresentar ereção adequada e dificuldade relacionada à ejaculação.
Ereção e ejaculação precoce são a mesma coisa?
Não.
A disfunção erétil envolve dificuldade persistente para obter ou manter rigidez suficiente para uma atividade sexual satisfatória.
Já a ejaculação precoce está relacionada ao controle do momento da ejaculação.
Entretanto, as duas condições podem aparecer juntas.
Por exemplo, um homem preocupado em perder a ereção pode acelerar a atividade sexual e desenvolver um padrão de ejaculação mais rápida.
Por isso, identificar qual dificuldade surgiu primeiro pode ajudar na investigação.
O Dr. Thiago também possui conteúdo específico sobre ejaculação precoce.
O que é disfunção erétil?
A European Association of Urology define disfunção erétil como a incapacidade persistente de alcançar e manter uma ereção suficiente para uma atividade sexual satisfatória.
Além disso, a diretriz europeia destaca que a condição pode afetar a qualidade de vida do paciente e da parceria.
Por isso, um episódio ocasional não costuma preencher essa definição.
O problema ganha relevância quando se torna frequente, persistente ou gera impacto importante na vida sexual.
A página de saúde do homem do Dr. Thiago também descreve a disfunção erétil como uma alteração na rigidez ou na manutenção da ereção, que pode envolver causas físicas, hormonais ou emocionais.
Quais são as principais causas da dificuldade de ereção?
Existem várias possibilidades.
A diretriz europeia atual divide os mecanismos principalmente em fatores vasculares, neurológicos, hormonais, anatômicos, medicamentosos e psicogênicos.
Entretanto, muitos pacientes apresentam uma combinação.
Entre as condições associadas estão diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, obesidade, alterações de colesterol, tabagismo e sedentarismo.
Além disso, ansiedade, depressão e dificuldades relacionadas ao desempenho sexual também podem contribuir.
Por isso, tratar apenas o sintoma sem investigar o contexto pode deixar uma causa importante sem atenção.
Circulação ruim pode causar dificuldade de ereção?
Sim.
Como a ereção depende diretamente da entrada de sangue nos corpos cavernosos, doenças que comprometem vasos podem reduzir a resposta.
Hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo e doença cardiovascular estão entre os fatores associados à disfunção erétil nas diretrizes atuais.
Além disso, os vasos penianos possuem calibre relativamente pequeno.
Por isso, alterações vasculares podem aparecer na função erétil antes que o paciente perceba outros sintomas circulatórios.
A disfunção erétil pode indicar problema cardiovascular?
Pode ser um marcador importante em determinados pacientes.
A European Association of Urology considera a disfunção erétil um possível precursor de doença cardiovascular e recomenda avaliar fatores de risco conforme o perfil clínico.
Além disso, duração e gravidade da dificuldade erétil podem acrescentar informações ao risco.
Isso não significa que todo homem com dificuldade de ereção tenha doença cardíaca.
Entretanto, a queixa pode abrir uma oportunidade para avaliar pressão arterial, glicemia, colesterol, tabagismo e outros fatores.
Ansiedade pode impedir uma ereção?
Sim.
Ansiedade de desempenho é uma situação comum.
Depois de uma primeira dificuldade, o homem pode entrar na relação sexual preocupado em saber se “vai funcionar”.
Como consequência, ele passa a monitorar constantemente o próprio desempenho.
Essa atenção excessiva pode aumentar tensão e dificultar justamente a resposta que ele está tentando produzir.
Além disso, o medo de repetir uma falha pode criar um ciclo.
Por isso, componentes emocionais precisam ser tratados com a mesma seriedade que fatores orgânicos.
Ter uma falha de ereção significa impotência?
Não.
Uma dificuldade ocasional pode acontecer com qualquer homem.
Cansaço, estresse, álcool, ansiedade ou contexto inadequado podem interferir temporariamente.
Além disso, o termo “impotência” vem sendo menos utilizado porque carrega uma conotação negativa e não descreve bem a diversidade dos quadros.
Atualmente, o termo médico mais utilizado é disfunção erétil.
Ele descreve de forma mais objetiva a dificuldade persistente em alcançar ou manter ereção adequada.
Álcool pode atrapalhar a ereção?
Pode.
Em pequenas quantidades, algumas pessoas percebem redução de ansiedade. Entretanto, consumo excessivo pode prejudicar o sistema nervoso e dificultar a resposta sexual.
Além disso, uso crônico e abusivo de álcool pode afetar diferentes aspectos da saúde.
A diretriz europeia inclui consumo excessivo de álcool entre os fatores que podem contribuir para alterações da função erétil.
Por isso, depender de álcool para conseguir ter relações também merece atenção.
Cigarro interfere na ereção?
Sim. O tabagismo prejudica a saúde vascular.
Como a ereção depende da circulação, alterações nos vasos sanguíneos podem afetar a capacidade de alcançar rigidez.
Além disso, fumar aumenta o risco cardiovascular de maneira ampla.
Por isso, parar de fumar pode trazer benefícios que ultrapassam a função sexual.
A European Association of Urology inclui modificação de fatores de risco e mudanças no estilo de vida entre as recomendações do tratamento da disfunção erétil.
Diabetes pode causar dificuldade de ereção?
Sim.
Diabetes pode afetar vasos sanguíneos e nervos, duas estruturas fundamentais para a ereção.
Além disso, alterações metabólicas podem coexistir com hipertensão, obesidade e mudanças hormonais.
Por isso, homens com diabetes apresentam risco aumentado de disfunção erétil.
Entretanto, controle metabólico, atividade física e tratamento adequado dos fatores associados podem fazer parte de uma estratégia mais ampla de cuidado.
Medicamentos podem alterar a ereção?
Alguns medicamentos podem interferir na função sexual.
Entre eles estão determinados antidepressivos, anti-hipertensivos, antipsicóticos e medicamentos que modificam hormônios.
Entretanto, nunca suspenda uma medicação por conta própria apenas porque percebeu uma alteração sexual.
A própria doença que motivou o tratamento também pode participar do problema.
Por isso, a melhor estratégia é informar todos os medicamentos ao médico e discutir alternativas quando necessário.
Como saber por que a ereção está falhando?
A investigação começa pela história clínica.
O médico pergunta quando o problema começou, se ocorre em todas as situações, se existem ereções espontâneas e se houve mudanças de libido.
Além disso, doenças, cirurgias, medicamentos, tabagismo e fatores emocionais precisam ser avaliados.
A European Association of Urology recomenda também exame físico direcionado e exames laboratoriais conforme o perfil do paciente.
Entre eles podem estar glicemia, colesterol e testosterona total matinal.
O que é Doppler peniano?
O Doppler peniano é um exame utilizado em determinados casos para avaliar a circulação sanguínea do pênis.
Durante o exame, o profissional analisa como o sangue chega e como ocorre sua drenagem.
Além disso, em algumas avaliações utiliza-se uma medicação vasoativa para induzir ereção e permitir a medição do fluxo.
Na página de saúde do homem do Dr. Thiago, a ecografia Doppler peniana aparece entre os recursos disponíveis para investigar causas vasculares de disfunção erétil.
Entretanto, nem todo homem com uma falha ocasional precisa realizar o exame.
O Doppler consegue identificar fuga venosa?
O exame pode fornecer informações sobre entrada arterial e padrão de drenagem venosa durante uma ereção induzida.
Por isso, pode ajudar na investigação de alterações vasculares específicas.
Entretanto, o resultado precisa ser interpretado dentro do contexto clínico.
Ansiedade durante o exame, resposta à medicação e diferentes fatores podem influenciar.
Assim, o Doppler representa uma ferramenta diagnóstica e não uma resposta isolada para todas as dificuldades de ereção.
Como é tratada a dificuldade de ereção?
O tratamento depende principalmente da causa e das características do paciente.
Primeiramente, fatores modificáveis podem ser abordados.
Atividade física, controle de peso, cessação do tabagismo e tratamento adequado de hipertensão, diabetes e colesterol podem contribuir para a saúde vascular.
Além disso, quando ansiedade ou fatores emocionais participam, terapia ou aconselhamento podem fazer parte da estratégia.
Medicamentos, dispositivos a vácuo, injeções intracavernosas e próteses penianas também são opções em situações específicas.
Como funcionam os comprimidos para ereção?
Medicamentos conhecidos como inibidores da PDE5 aumentam a resposta do mecanismo vascular da ereção.
Entretanto, eles não funcionam como um botão automático de desejo sexual.
Em geral, ainda é necessário estímulo sexual para que os mecanismos envolvidos sejam ativados.
Além disso, esses medicamentos não são adequados para todo paciente e podem interagir com outros tratamentos.
O uso combinado com nitratos, por exemplo, representa contraindicação importante.
Por isso, a prescrição precisa considerar saúde cardiovascular e medicamentos utilizados.
O Dr. Thiago possui um conteúdo específico sobre como escolher medicamentos para ereção.
É possível ficar dependente de remédio para ereção?
Os medicamentos não produzem necessariamente dependência química da forma como essa expressão costuma ser entendida.
Entretanto, alguns homens podem desenvolver dependência psicológica.
Por exemplo, passam a acreditar que nunca conseguirão ter uma ereção sem tomar o comprimido, mesmo quando a causa inicial já não está presente.
Por isso, entender a origem da dificuldade é importante.
O objetivo do tratamento não deveria ser apenas garantir uma relação sexual naquela noite, mas também compreender por que o problema apareceu.
Quando a prótese peniana pode ser necessária?
A prótese peniana é reservada principalmente para casos em que outras opções não funcionaram, não são adequadas ou não são desejadas pelo paciente.
Existem modelos maleáveis e infláveis.
Entretanto, trata-se de um tratamento cirúrgico e definitivo que exige avaliação cuidadosa.
O Dr. Thiago possui conteúdo específico sobre disfunção erétil e prótese peniana.
Assim, a prótese representa uma das possibilidades dentro de uma escada terapêutica, não o primeiro tratamento para toda dificuldade de ereção.
Quando procurar um urologista por causa da ereção?
Uma falha ocasional pode acontecer e não significa necessariamente doença.
Entretanto, procure avaliação quando a dificuldade se torna frequente, permanece durante várias tentativas ou começa a afetar sua qualidade de vida.
Além disso, procure atendimento quando houver redução importante das ereções espontâneas, alteração persistente de libido, dor, curvatura nova do pênis ou outros sintomas associados.
A avaliação também pode ser uma oportunidade para investigar pressão arterial, diabetes, colesterol e saúde hormonal.
O que é ereção e por que ela pode revelar informações sobre a saúde?
Entender o que é ereção ajuda a perceber que a resposta sexual depende de várias partes do organismo funcionando juntas.
Cérebro inicia e modula estímulos. Nervos transportam sinais. Artérias precisam levar sangue adequadamente. Além disso, os tecidos cavernosos precisam relaxar e reter esse sangue pelo tempo necessário.
Por isso, mudanças persistentes podem funcionar como uma pista de que alguma parte desse sistema merece avaliação.
A diretriz europeia de 2026 reforça justamente que disfunção erétil pode estar associada a diabetes, hipertensão, doença cardiovascular, obesidade, alterações hormonais, problemas neurológicos e fatores emocionais.
Ereção não é apenas uma questão de desempenho
Enxergar a ereção apenas como um teste de masculinidade pode fazer muitos homens esconderem sintomas por anos.
Entretanto, função sexual faz parte da saúde.
A Organização Mundial da Saúde define saúde sexual como um estado de bem-estar físico, emocional, mental e social relacionado à sexualidade, e não apenas como ausência de doença.
Por isso, conversar sobre dificuldade de ereção em consulta não deveria carregar mais vergonha do que conversar sobre pressão arterial ou sono.
Uma falha isolada não define disfunção erétil
Outro ponto importante é evitar transformar qualquer oscilação em doença.
O corpo não apresenta exatamente a mesma resposta todos os dias.
Cansaço, contexto emocional, álcool, sono e estímulo podem modificar a ereção.
Por isso, a disfunção erétil é definida pela persistência da dificuldade, e não por um episódio ocasional.
Entretanto, quando o padrão começa a se repetir, investigar cedo pode evitar meses ou anos de ansiedade desnecessária.
Investigar a causa permite tratar de forma mais precisa
Alguns homens precisam principalmente melhorar fatores cardiovasculares.
Outros apresentam alterações hormonais, efeitos de medicamentos ou componentes emocionais relevantes.
Além disso, alguns casos precisam de investigação vascular com Doppler peniano.
Por isso, não existe uma única pílula que represente a solução ideal para todo homem.
Na Clínica Dr. Thiago Cusin, em Bento Gonçalves, a saúde sexual masculina faz parte da atuação em urologia e andrologia, com avaliação individualizada e recursos diagnósticos conforme a necessidade.
Entender o mecanismo da ereção é o primeiro passo para tirar o assunto do campo do tabu e colocá-lo onde realmente pertence: dentro da saúde masculina.
Perguntas frequentes sobre ereção
O que é ereção?
Ereção é o aumento de volume e rigidez do pênis causado principalmente pela entrada de sangue nos corpos cavernosos e pela redução temporária da drenagem venosa. O processo depende da atuação integrada do cérebro, nervos, vasos sanguíneos e tecidos do pênis.
A testosterona é responsável pela ereção?
A testosterona influencia principalmente desejo sexual e outros aspectos da função sexual, porém a ereção depende diretamente de mecanismos vasculares e neurológicos. Um homem pode ter testosterona normal e ainda apresentar dificuldade de ereção por causas vasculares, neurológicas ou emocionais.
É normal perder a ereção algumas vezes?
Sim. Episódios ocasionais podem acontecer por cansaço, ansiedade, álcool, pouco sono ou contexto emocional. A disfunção erétil é caracterizada por uma dificuldade persistente ou recorrente para obter ou manter uma ereção adequada para atividade sexual satisfatória.
Quando devo procurar um urologista por dificuldade de ereção?
Procure avaliação quando o problema se torna frequente, persiste ao longo do tempo ou começa a interferir na vida sexual e emocional. Além disso, mudanças na ereção podem justificar avaliação de circulação, hormônios, diabetes, pressão arterial e outros fatores de saúde.
“A função sexual reflete a saúde vascular de forma geral.” Dr. Arthur Burnett
Análise complementar, com base na internet:
Ereção depende da integração entre sistema nervoso e circulação
O National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases explica que o cérebro inicia a resposta erétil por meio de sinais nervosos enviados ao pênis.
Como consequência, ocorre relaxamento dos tecidos dos corpos cavernosos e aumento da entrada de sangue.
Além disso, a drenagem venosa diminui temporariamente, permitindo que a pressão dentro dos corpos cavernosos aumente.
Por isso, alterações neurológicas ou vasculares podem interferir diretamente na rigidez.
Fonte: NIDDK – Sinais nervosos e ereção
Disfunção erétil é uma dificuldade persistente, não uma falha ocasional
A European Association of Urology define disfunção erétil como a incapacidade persistente de atingir e manter uma ereção suficiente para atividade sexual satisfatória.
Além disso, a condição pode afetar qualidade de vida do paciente e de sua parceria.
Por isso, uma única dificuldade durante uma relação não permite estabelecer o diagnóstico.
A frequência, duração e impacto do problema precisam ser avaliados.
Fonte: European Association of Urology – Erectile Dysfunction Guidelines 2026
Diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares podem afetar a ereção
A diretriz europeia lista diabetes, dislipidemia, hipertensão, obesidade, síndrome metabólica, doenças cardiovasculares, tabagismo e sedentarismo entre fatores associados à disfunção erétil.
Essas condições podem comprometer a circulação ou outros mecanismos necessários para a resposta sexual.
Por isso, investigar uma dificuldade persistente pode também revelar fatores importantes da saúde geral.
Fonte: EAU – Fatores de risco para disfunção erétil
Disfunção erétil pode funcionar como marcador cardiovascular
A European Association of Urology destaca que a disfunção erétil está associada a maior risco de doença cardiovascular, doença coronariana e acidente vascular cerebral.
Além disso, as diretrizes atuais consideram a queixa uma oportunidade para avaliar fatores cardiovasculares em determinados pacientes.
Isso não significa que todo homem com dificuldade erétil tenha cardiopatia.
Entretanto, pressão arterial, glicemia, colesterol, peso e tabagismo podem precisar de avaliação.
Fonte: EAU – Disfunção erétil e risco cardiovascular
Avaliação da disfunção erétil pode incluir exames metabólicos e hormonais
A diretriz europeia recomenda avaliação clínica, exame físico e investigação laboratorial de acordo com o perfil do paciente.
Glicemia ou hemoglobina glicada e perfil lipídico podem fazer parte da investigação quando não foram avaliados recentemente.
Além disso, a testosterona total pela manhã pode ser solicitada para investigar possíveis alterações hormonais.
Outros exames dependem dos sinais e sintomas encontrados.
Fonte: European Association of Urology – Diagnóstico da disfunção erétil
Doppler peniano pode ajudar a avaliar a circulação
O NIDDK descreve o ultrassom como uma das ferramentas que podem ser utilizadas para avaliar o fluxo sanguíneo no pênis.
Além disso, em determinados testes, uma medicação pode induzir uma ereção para permitir análise mais detalhada da resposta vascular.
Entretanto, esse exame não é necessário para todos os pacientes.
A indicação depende principalmente do histórico e da suspeita clínica.
Fonte: NIDDK – Diagnóstico da disfunção erétil
O Dr. Thiago Cusin atua em saúde sexual masculina e andrologia
O Dr. Thiago Cusin é urologista com pós-graduação em Infertilidade Masculina e Andrologia e atende em Bento Gonçalves.
Seu site apresenta disfunção erétil, ejaculação precoce, saúde hormonal e ecografia Doppler peniana entre as áreas relacionadas à saúde masculina.
Além disso, sua proposta de atendimento busca abordar saúde sexual com informação e menos tabu.
