Rezum ou cirurgia tradicional? Entenda as diferenças e vantagens

Olá, eu sou o Dr. Thiago Cusin, urologista em Bento Gonçalves (RS) e especialista no tratamento da hiperplasia prostática benigna (HPB) com o método Rezum. Hoje quero conversar com você que está em dúvida entre realizar a técnica minimamente invasiva ou optar por uma cirurgia tradicional da próstata. Vamos explorar juntos as diferenças, vantagens e o que considerar antes de decidir.

Se você está experimentando sintomas como necessidade frequente de urinar durante a noite, jato urinário fraco ou sensação de não esvaziar completamente a bexiga, pode estar enfrentando uma próstata aumentada — ou HPB. Essa condição afeta muitos homens a partir dos 50 anos e impacta a qualidade de vida de forma significativa. Optar pelo tratamento certo é uma decisão de peso.

Nos últimos anos, a terapia por vapor d’água conhecida como Rezum surgiu como alternativa à cirurgia tradicional, oferecendo vantagens em recuperação, preservação da função sexual e menor tempo de internação. Mas a cirurgia clássica ainda tem seu papel, especialmente em casos mais complexos. Por isso, entenda comigo os dois caminhos antes de decidir: o que cada um entrega, para quem é indicado e quais riscos existem.

Entendendo os tratamentos: Rezum e cirurgia tradicional

No primeiro lugar, é importante compreender como cada método funciona.

O que é Rezum?

A terapia Rezum utiliza vapor de água estéril para tratar o tecido prostático que está obstruindo a uretra. O procedimento é realizado através da uretra, com um dispositivo que aplica o vapor em pontos específicos da próstata; esse procedimento é geralmente feito com anestesia leve ou sedação, em ambiente ambulatorial ou com internação mínima.

O tecido atingido pelo vapor sofre necrose e, ao longo de semanas, o organismo absorve o tecido tratado — assim o canal da uretra se alarga, melhorando o fluxo urinário.

O que é a cirurgia tradicional?

A forma mais comum de cirurgia para HPB é a Ressecção transuretral da próstata (TURP), em que partes do tecido da próstata são removidas cirurgicamente através da uretra, sob anestesia (geral ou espinhal) e, muitas vezes, com internação hospitalar de 1 a vários dias.

Outros procedimentos mais invasivos incluem prostatectomia aberta ou técnicas a laser de grande porte, geralmente reservados a próstatas muito volumosas ou com complicações associadas

Comparando diferenças e vantagens

A seguir, vamos ver os pontos principais em que os dois tratamentos se diferenciam, ajudando o paciente a compreender o que esperar.

Invasividade e tempo de internação

– Rezum: procedimento minimamente invasivo, sem cortes externos, muitas vezes realizado em regime ambulatorial ou com hospitalização curta.

– Cirurgia tradicional: envolve anestesia mais profunda, instrumentação maior, risco maior de sangramento e internação de 1 a vários dias.

Portanto, para quem quer uma intervenção rápida com menor impacto imediato na rotina, Rezum aparece como alternativa muito atraente.

Tempo de recuperação e retorno à rotina

– Com Rezum: você tende a retomar atividades normais em poucos dias ou uma semana; melhora dos sintomas em 2 a 3 semanas e até 3 meses para efeito completo.

– Com cirurgia tradicional: a recuperação exige mais tempo, às vezes semanas para retorno pleno, e recuperação funcional pode levar ainda mais.

Isso significa que, se sua prioridade é uma recuperação mais rápida, Rezum tem vantagem clara.

Eficácia e durabilidade dos resultados

– Cirurgia tradicional: método consolidado com eficácia elevada para alívio dos sintomas, especialmente em casos graves ou próstata de grande volume.

– Rezum: estudos mostram melhoria significativa nos sintomas (escores IPSS) e fluxo urinário, com dados de seguimento de até 5 anos indicando taxa de retratamento “baixa”.

No entanto, vale observar que em próstatas muito grandes ou com anatomia complexa, a cirurgia tradicional pode alcançar resultados que ainda são considerados referência.

Preservação da função sexual e urinária

Esse ponto é extremamente relevante. Muitos homens deixam de procurar tratamento por receio de perda da função sexual ou incontinência.

– Rezum: grande destaque para preservação da ejaculação ante‑grade e da ereção — estudos mostram baixo índice de nova disfunção erétil ou ejaculatória.

– Cirurgia tradicional: possivelmente maior risco de ejaculação retrógrada, disfunção erétil e complicações urinárias, embora técnicas modernas busquem minimizar isso.

Para homens com foco em manter qualidade de vida sexual, esse aspecto torna o Rezum uma opção que deve ser considerada com atenção.

Riscos e efeitos colaterais

– Rezum: efeitos adversos geralmente leves ou transitórios, como urgência urinária, desconforto miccional ou pequeno sangue na urina; complicações graves são raras.

– Cirurgia tradicional: maior risco de sangramento, necessidade de cateter prolongado, hospitalização, infecção, incontinência e outros.

Custo, tempo fora da rotina e impacto no trabalho

Embora os custos variem por país e sistema de saúde, alguns artigos destacam que o menor tempo de internação e recuperação com Rezum pode significar menor impacto na rotina e no trabalho.

Já a cirurgia tradicional, com maior tempo de hospitalização e recuperação, pode acarretar mais afastamento do trabalho, o que também é relevante num contexto de qualidade de vida.

Como decidir: qual tratamento é o mais adequado para você?

Não existe “tamanho único” para todos. A melhor escolha depende de vários fatores — vou listar alguns que costumo considerar com meus pacientes em Bento Gonçalves:

  • Seu grau de sintomas e quanto isso atrapalha o seu dia‑a‑dia.
  • O tamanho e a anatomia da próstata (volumetria, presença de lobo médio, bexiga com alterações secundárias).
  • Seu estado geral de saúde, presença de comorbidades que tornam a anestesia ou cirurgia mais arriscadas.
  • Sua prioridade em preservar a função sexual ou urinar (ou seja: quanto isso importa para você).
  • Sua disposição para um procedimento menos invasivo mas com melhora gradativa (Rezum) ou para algo mais “definitivo” com recuperação mais longa (cirurgia tradicional).

Em geral, indico o Rezum para pacientes com sintomas de moderado a severo, próstata de tamanho moderado, que valorizam a recuperação rápida e querem minimizar risco de impacto sexual. Já a cirurgia tradicional pode ser mais indicada em casos de próstata muito volumosa, presença de cálculos ou complicações associadas, ou ainda quando se deseja o resultado mais rápido possível. Como urologista, avalio com exames (ultrassom, fluxo urinário, volume prostático, função da bexiga) e atentamos juntos à melhor decisão.

Além disso, é sempre fundamental entender que todo procedimento exige acompanhamento — tanto no pré‑operatório quanto no pós‑operatório — para garantir melhores resultados e minimizar riscos.

Em resumo: se você está em dúvida entre Rezum e cirurgia tradicional, saiba que ambas têm lugar no tratamento da HPB — mas com perfis distintos. O Rezum oferece recuperação mais rápida, menor impacto na vida sexual, menor invasividade; a cirurgia tradicional segue como padrão para casos mais complexos ou volumosos.

Como seu urologista em Bento Gonçalves, estou à disposição para ajudar a esclarecer suas dúvidas, avaliar seu caso individualmente e juntos decidirmos o melhor caminho para você. A escolha acertada pode devolver a você manhãs sem interrupção para urinar, jato normal e mais disposição para viver bem.

Esta postagem é completamente original, criada a partir do nosso próprio vídeo, referenciada em informações da internet e aprimorada com tecnologia de inteligência artificial.

Perguntas frequentes (FAQ)

Vou poder voltar ao trabalho logo depois do procedimento com Rezum?

Sim. Na maioria dos casos, é possível retomar as atividades leves em poucos dias. O tempo de recuperação varia de acordo com o tipo de trabalho e com a resposta individual de cada paciente.

Em quanto tempo vou perceber melhora após o Rezum?

Os primeiros sinais de melhora geralmente aparecem entre 2 e 3 semanas após o procedimento. O resultado completo costuma ser percebido dentro de 2 a 3 meses, conforme o organismo absorve o tecido tratado.

A cirurgia tradicional melhora os sintomas mais rápido que o Rezum?

Sim, em muitos casos a cirurgia tradicional (como a RTU da próstata) oferece alívio mais imediato dos sintomas. No entanto, ela costuma exigir um tempo maior de recuperação e envolve mais riscos quando comparada ao Rezum.

Se minha próstata for muito grande, ainda posso fazer o Rezum?

Depende. O Rezum é indicado principalmente para próstatas de tamanho pequeno a moderado. Em casos de próstata muito aumentada ou com alterações específicas, a cirurgia tradicional pode ser mais adequada. Por isso, é fundamental uma avaliação individualizada.
"Para muitos homens, o Rezum representa a chance de tratar a próstata aumentada sem cirurgia, sem cortes e com muito menos impacto na rotina."

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