Doença de Peyronie: o que é, como identificar e quais são as opções de tratamento

A Doença de Peyronie, também conhecida como tortuosidade peniana adquirida, é uma condição que pode causar grande impacto na vida sexual e emocional do homem. Com sintomas como dor, deformidade e disfunção erétil, a doença costuma afetar principalmente homens a partir dos 40 anos. Apesar de ser mais comum do que se imagina, muitos ainda têm vergonha de buscar ajuda ou não sabem que existem tratamentos eficazes.

Segundo a literatura médica, a Peyronie acomete cerca de 10% dos homens, mas a prevalência pode variar entre 0,5% e 20,3% — especialmente entre pacientes com disfunção erétil ou diabetes.

Neste artigo, explico os principais sintomas, causas, formas de tratamento e como diferenciar a doença de uma curvatura normal do pênis. Vamos entender melhor?

Principais sintomas da doença de Peyronie

A doença de Peyronie se manifesta, em geral, por meio de uma fibrose no pênis, ou seja, uma formação anormal de tecido cicatricial (placas fibrosas) dentro do corpo peniano. Esse processo leva a uma série de alterações na anatomia e função do órgão.

  • Curvatura peniana anormal: o pênis apresenta uma torção perceptível, especialmente durante a ereção;
  • Dor peniana: desconforto ou dor ao ter ereção, principalmente na fase inicial da doença;
  • Diminuição do tamanho do pênis: o tecido fibroso pode encolher ou reduzir a elasticidade peniana;
  • Dificuldade de penetração: a curvatura pode impedir ou dificultar a relação sexual;
  • Disfunção erétil: em alguns casos, a deformidade afeta a rigidez da ereção.

É importante destacar que, mesmo com uma ereção firme, a curvatura pode inviabilizar o ato sexual. Isso gera angústia, afeta a autoestima e pode comprometer a vida a dois.

O que causa a doença e quais fatores estão relacionados

As causas da Doença de Peyronie ainda não são totalmente compreendidas, mas sabe-se que alguns fatores contribuem para o seu aparecimento. O mais comum deles é a ocorrência de microtraumas repetidos no pênis durante o ato sexual, especialmente quando há flexão ou impacto inadequado.

Outros fatores associados incluem:

  • Doenças autoimunes: quando o sistema imunológico do corpo ataca seus próprios tecidos;
  • Alterações metabólicas: como diabetes mellitus, que afeta a vascularização e cicatrização;
  • Condições fibromatosas: como a contratura de Dupuytren (deformidade nas mãos), que pode ocorrer em conjunto com a Peyronie;
  • Fatores genéticos: histórico familiar pode aumentar o risco.

Infelizmente, a doença não tem formas conhecidas de prevenção, o que reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento com urologista.

Tratamentos disponíveis e quando a cirurgia é indicada

O tratamento da Doença de Peyronie varia de acordo com a fase em que o paciente se encontra: fase aguda (inflamatória) e fase crônica (fibrosada).

Fase aguda (inflamatória)

Esta fase pode durar de 12 a 18 meses. Nela, o principal foco é o controle da dor e da progressão da deformidade. Os tratamentos incluem:

  • Uso de anti-inflamatórios;
  • Analgésicos para controle da dor;
  • Medicamentos para estabilizar a doença e evitar piora;
  • Orientação comportamental sobre atividade sexual segura.

Fase crônica (estabilizada)

Após a estabilização da fibrose, o tratamento mais eficaz costuma ser a intervenção cirúrgica. A cirurgia visa corrigir a curvatura e restabelecer a função peniana.

Entre as técnicas cirúrgicas, destacam-se:

  • Modelagem peniana: remoção ou incisão da placa com enxerto;
  • Cirurgia de encurtamento: utilizada quando a curvatura é menor;
  • Implante de prótese peniana: indicado em casos graves, especialmente se houver disfunção erétil associada. Corrige a curvatura em até 70% dos casos.

No entanto, é importante que o urologista faça uma avaliação criteriosa antes da indicação cirúrgica, pois há riscos como:

  • Encurtamento peniano;
  • Diminuição da sensibilidade;
  • Possível recorrência da curvatura com o tempo.

Curvatura normal ou doença de Peyronie?

Uma dúvida comum entre os pacientes é saber se a curvatura do pênis é “normal” ou se pode indicar a presença da doença.

Existe, sim, uma condição chamada tortuosidade peniana congênita, que está presente desde o nascimento e não costuma causar dor. É uma variação anatômica, e o indivíduo já percebe essa curvatura desde jovem. Ao contrário da Peyronie, que surge de forma repentina e tende a piorar com o tempo.

Portanto, se a curvatura surgiu na vida adulta e veio acompanhada de dor ou deformidade progressiva, é fundamental procurar um urologista o quanto antes.

A Doença de Peyronie é mais comum do que se imagina e pode ser tratada com sucesso, especialmente quando identificada precocemente. Falar sobre saúde íntima ainda é um tabu para muitos homens, mas buscar ajuda é essencial para manter a qualidade de vida e o bem-estar emocional.

Se você notou alguma alteração na anatomia do seu pênis, dor nas ereções ou dificuldade na penetração, não hesite em procurar um urologista. Diagnóstico correto e tratamento individualizado são os melhores caminhos para recuperar sua saúde sexual.

Esta postagem é completamente original, criada a partir do nosso próprio vídeo, referenciada em informações da internet e aprimorada com tecnologia de inteligência artificial.

Perguntas frequentes (FAQ)

Como sei se a curvatura do meu pênis é normal?

Se a curvatura estiver presente desde a adolescência e não causar dor, pode ser congênita. Mas se apareceu recentemente e vem acompanhada de dor ou dificuldade na relação sexual, é importante investigar com um urologista.

É possível tratar a doença de Peyronie sem cirurgia?

Sim, especialmente na fase inicial. Medicamentos e mudanças no comportamento sexual podem ajudar a controlar a progressão da doença. A cirurgia só é indicada quando há deformidade persistente e impactante.

Quanto tempo dura a fase aguda da doença?

Geralmente, de 12 a 18 meses. Durante esse período, a doença ainda pode progredir, por isso o acompanhamento médico é fundamental.

A prótese peniana é a única solução para casos graves?

Não é a única, mas é uma das mais eficazes para restaurar a função erétil e corrigir a curvatura em até 70% dos casos graves. A indicação depende da avaliação individual de cada paciente.

Dr Thiago Cusin - especialista em urologia e tratamento da doença de Peyronie

"Mesmo com a ereção firme, a curvatura provocada pela Doença de Peyronie pode impedir ou dificultar a penetração, causando grande frustração no homem."

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